Lesões do cotovelo
O cotovelo conecta o braço ao antebraço e permite dobrar, esticar e girar a mão. Pequenas perdas de movimento já atrapalham tarefas simples do dia a dia.
As lesões do cotovelo podem ser causadas por sobrecarga, desgaste ou trauma. O tratamento se fundamenta em uma avaliação clínica cuidadosa e em exames de imagem quando necessários. A maioria dos casos é tratada sem cirurgia.
Lesões mais comuns
Epicondilite lateral ("cotovelo de tenista")
Degeneração dos tendões que se originam na parte externa do cotovelo. Tem como fator etiológico esforços repetidos com o punho e a mão, tanto em tarefas diárias quanto em atividades esportivas. Causa dor ao segurar objetos e girar o antebraço. Costuma responder a medidas conservadoras, ajuste de atividades e medidas locais. A cirurgia fica para a minoria de casos refratários.
Fraturas do cotovelo
Incluem fraturas da cabeça do rádio, do olécrano, do processo coronoide e da extremidade distal do úmero. Por envolverem uma articulação de anatomia complexa, muitas vezes com múltiplos fragmentos, exigem avaliação detalhada, frequentemente com tomografia. Podem estar associadas a lesões ligamentares e luxações, resultando em instabilidade do cotovelo. O tratamento busca restaurar a superfície articular e a estabilidade, com uma fixação firme o suficiente para permitir o início precoce do movimento, principal medida para evitar a rigidez.
Lesão do tendão distal do bíceps
Ruptura da inserção distal do bíceps, ao nível do cotovelo, geralmente ao fazer força com o braço dobrado. Causa dor no momento da ruptura, deformidade com retração muscular visível, hematoma e perda de força para girar o antebraço. Em geral a dor é momentânea e melhora, o que leva muitos pacientes a procurarem atendimento tardiamente. Em pacientes ativos, o reparo cirúrgico costuma ser indicado e deve ser realizado com brevidade.
Compressão do nervo ulnar
Também chamada de síndrome do túnel cubital. Provoca formigamento no quarto e quinto dedos da mão e, com o tempo, pode levar à perda de força na mão. Casos persistentes podem precisar de descompressão cirúrgica do nervo.
Quando procurar atendimento
- Dor que não melhora com repouso
- Dificuldade para esticar ou dobrar o braço
- Formigamento nos dedos
- Após queda ou trauma com dor e inchaço
- Perda de força para segurar objetos
